As ervas do Choupal, um almoço de mel e uma cerveja comunitária

Ontem foi o dia Internacional das Abelhas, uma efeméride que nos recorda a importância destes polinizadores fundamentais para a manutenção da biodiversidade e da nossa segurança alimentar.
Em jeito de celebração, amanhã vamos ‘piquenicar no Choupal às 14h e depois dar um pequeno passeio com a Patrícia Miguel a mostrar-nos algumas das ervas silvestres que ali crescem, os seus usos e propriedades. Venha também!
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Na 5ªfeira, dia 26, feriado nacional, é dia de almoço no Hortim, dedicado à apicultura natural, ao mel e às abelhas. Convidamos o apicultor Harald Hafner e algumas das pessoas que passaram pelas oficinas de apicultura nos últimos anos para partilharem as suas experiências. Venha almoçar connosco, haverá mel para a sobremesa (a já rara última “colheita” do Jardim Botânico).
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No dia 29, Domingo, vamos a Miro, em Penacova, a pretexto dos nossos cervejeiros da CAOS partilharem as suas experiências e conhecimentos com a população local e fazer uma cerveja nova. O nosso anfitrião será o  Grupo de Miro (GSSDCRMiro). Parece que há muitos anos atrás ali se fazia cerveja artesanal, pelo que o dia promete em histórias e memórias. Se quiser participar envie-nos um e-mail para combinar boleias!
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Transplantação partilhada: convite para um novo ciclo no Hortim| Sábado, dia 30, às 11h

Depois de um ano de observação e vivência no Hortim já conhecemos melhor o espaço e tornou-se mais fácil planear a horta. Do ano passado ficou a espera expectante pelas flores das alcachofras, lindíssimas borragens azuis que se multiplicaram, rebentos de couves, perila roxa (Perilla frutescens) e arruda que se foram espalhando espontaneamente pelos caminhos. A abundância dá assim o ar da sua graça, de forma gratuita e desinteressada.

Ainda há muito trabalho a fazer e por isso lançamos agora um novo convite para passar um dia no Hortim a transplantar todas as plantinhas que estão na estufa e que resultaram da sementeira deste ano. Boa parte das plantas foram semeadas na “sementeira sem limites” de Fevereiro, partilhada entre a APPACDM, a Quinta da Conraria e a AFSD – Cavalo Azul, organizada pela Associação Capacidades sem Limites e dinamizada pela Coimbra em Transição. Foi em clima de informalidade que, a pretexto da proximidade da Primavera, trocaram-se saberes e experiências sobre preservação de variedades tradicionais de sementes e práticas diversas de horticultura, num dia diferente para nós e para os utentes e membros das instituições presentes.

Participe! Apareça dia 30 de Abril, às 11h.

O que precisa de trazer (e se não tiver não deixe de aparecer! Toda a ajuda será sempre bem vinda!):

1. Uma faca normal (das que usamos nas refeições; para facilitar a recolha das plantas e da terra que estão nos alvéolos).

2. Pequenas pás para a abertura dos orifícios para implantação no local definitivo.

3. Garrafões vazios de plástico transparente, para fazermos protecções anti-caracóis.

4. X-acto para cortar os garrafões.

5. Sementes para semear directamente no local (por exemplo: cenouras, rabanetes, algumas flores, girassóis, chagas, etc.). As que tiverem disponíveis.

6. Se tiverem terra ou composto bem nutridos (bio), tragam por favor, ajudarão a fertilizar o jardim.

7. Luvas, opcional.

8. Almoço para partilhar, opcional.

ACTIVIDADE COM ENTRADA LIVRE.
CONTACTOS PARA MAIS INFORMAÇÕES: coimbraemtransicao.geral@gmail.com
916252602

Um Prato de Conversa sobre agricultura e consumo | 18 de Abril

Cada vez mais a alimentação é um tema presente no nosso quotidiano. Grande parte das vezes,  surge associado a preocupações com os impactos na saúde humana. Em resposta a estas inquietações existem cada vez mais estabelecimentos comerciais e outro tipo de iniciativas que promovem e/ou vendem produtos “biológicos”, “caseiros” ou produzidos de forma “sustentável”. Mas, para além da saúde individual e das famílias, que outros impactos os actuais padrões de consumo alimentar e práticas agrícolas têm? Que influência têm sobre o desenvolvimento socioeconómico local, regional e nacional? E que experiências existem actualmente que procuram construir outros modelos de Agricultura e de Consumo, face ao modelo de produção agro-industrial?

Tendo estas e tantas outras questões na cabeça, a Coimbra em Transição e o Grupo de Consumo da Casa da Esquina convidam-na/o para um Prato de Conversa sobre Agricultura e Consumo, no próximo dia 18 de Abril, às 20h, na Casa da Esquina. Traga um petisco para um jantar partilhado, que a Rosa Rodrigues do Mercadinho do Botânico vai preparar uma sopa quente com os vegetais da sua horta.

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Para nos ajudar a reflectir sobre  estas questões temos dois convidados especiais:

O camponês Nuno Belchior, com um passado ligado às ciências sociais e às artes, membro do Projecto 270, uma iniciativa que resulta de um percurso de mais de 10 anos de trabalho na área da Soberania Alimentar, e  hoje sediada na Quinta do Bell, Pinhal Novo, onde o Projecto desenvolve uma rede de Agricultura Suportada pela Comunidade.

O agrónomo Cláudio Carvalho, com larga experiência na área da Agricultura Social, sobretudo no trabalho com pessoas com deficiência e outros grupos sociais vulneráveis. É um apaixonado pela natureza e pela história cultural em torno da Agricultura. Entre vários projectos pedagógicos em instituições sociais integra também um projecto Eco-Escolas numa escola de Coimbra.

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Este evento serve também para aproveitar a visita do Nuno Belchior a Coimbra, a propósito da Mesa-Redonda Lutas camponesas e a reinvenção do sistema alimentar mundial: A Via Campesina e o paradigma da soberania alimentar, a acontecer às 16h30, na Sala 1 do Centro de Estudos Sociais de Coimbra.

Oficina de Construção de Abrigos para Pássaros e Insectos Polinizadores, 10 de Abril, no Hortim

A NOSSA ALIMENTAÇÃO DEPENDE DOS INSECTOS POLINIZADORES!
Quando olha para o seu prato repleto de alimentos, saiba que cerca de um terço da produção agrícola mundial depende do trabalho de polinização das abelhas. E se pensa que as abelhas melíferas que produzem o mel trabalham sozinhas, elas fazem-no em conjunto com abelhas selvagens, abelhões, moscas, vespas, borboletas, formigas, …, além das aves e dos morcegos!

… E ESTES ANIMAIS ESTÃO AMEAÇADOS!
Os insectos polinizadores estão crescentemente ameaçados pelo uso de agroquímicos tóxicos na agricultura intensiva e convencional, aumento das monoculturas pobres em alimento em detrimento dos tradicionais prados de flores silvestres, dispersão de doenças, alterações climáticas…
Está nas nossas mãos lutar pela nossa soberania alimentar, o que inclui conhecer melhor estes insectos e colaborar com o seu trabalho.

O que poderemos fazer?

ACTO I – Abrigos para insectos polinizadores
Nesta oficina vamos conhecê-los melhor e perceber como os podemos ajudar. Vamos construir abrigos utilizando materiais naturais e reciclados, de forma a propiciar-lhes mais locais para porem os seus ovos e aumentarem a sua sobrevivência e, simultaneamente, a nossa produção da horta ou da varanda.

Formadora: Ana Jervis é Mãe, Engenheira Zootécnica, Educadora Ambiental, Apicultora, cofundadora do movimento Aveiro em Transição e responsável pelo Apiário Pedagógicoda Quinta Ecológica da Moita, em Aveiro, e em Serralves, no Porto. A sua missão é partilhar com miúdos e graúdos experiências pedagógicas que nos tornam mais autossuficientes, felizes, conscienciosos e em equilíbrio com a Natureza.

ACTO II – Caixas-ninho para aves
O que são, e para que servem?
Estes ninhos artificiais para aves são uma caixa feita de madeira que se assemelha a uma cavidade natural, podendo colocar-se em árvores, postes ou edifícios e que visa proporcionar uma zona de nidificação às aves que utilizem a zona para se alimentar. Propõe-se a construção de dois tipos de caixa ninho: com abertura circular para chapins, ou com meia frente aberta para pequenos turdídeos.

Espécies alvo: Pretende-se com esta oficina favorecer 2 grupos de aves: – os chapins e trepadeiras que utilizam cavidades naturais em árvores para nidificarem e que apreciam bastante as caixas ninho; – os pequenos turdídeos – tordos, melros, rabirruivos ou piscos – ou outras espécies como os papa-moscas, as carriças ou as alvéolas que preferem as caixas ninho que lhes proporcionem uma boa visibilidade durante a incubação.

Formador: Filipe Oliveira Santos é Engenheiro Florestal e Amante de Inventário Florestal, Cadastro Rústico, Ecologia e Estudos da Natureza

Objectivos da Oficina:
– Informar e sensibilizar sobre a diversidade e importância económica e ecológica dos insectos polinizadores e das aves;
– Ensinar a construir abrigos para diversos insectos polinizadores e aves;
– Colocar abrigos no Jardim da Sereia, propiciando assim o aumento da biodiversidade local e dos serviços prestados ao ecossistema;
– Estimular uma relação mais próxima com a Natureza.

Público-alvo:
– Famílias, crianças, jardineiros, agricultores, …

OFICINA COM ENTRADA PAGA E LIMITADA A 20 PESSOAS
INVESTIMENTO:
2 Ninhos PARA ASSOCIADOS;
4 Ninhos PARA NÃO ASSOCIADOS

CONTACTOS PARA MAIS INFORMAÇÕES e INSCRIÇÕES (OBRIGATÓRIAS):
EMAIL: coimbraemtransicao.geral@gmail.com
Ou mensagem para a página de facebook da Coimbra em Transição.
TLMS: 964393760 | 965879150
VISITE AQUI O EVENTO NO FACEBOOK.

 

Cultivar sem limites! | sementeira partilhada – 26Fev, 10h30

Olá!

Temos andado a cuidar da horta e a aprender a fazer cerveja caseira.
Apesar da chuva e do frio as sementes querem germinar, seja na terra ou pelas nossas mãos!

Fica o convite para a próxima actividade da Coimbra em Transição:

26 fev 2016 Semeando Sem Limites
Cultivar sem limites!
Não é uma prova de “ultrahorticultura” ou de triatlo na horta… é uma sementeira partilhada e a construção de casas de pássaros.
Participam a APPACDM Coimbra, a Cavalinho Azul, a Associação Capacidades sem Limites e a Coimbra em Transição.
Apareça, esta 6ªfeira, às 10h30!

Oficina Comunitária de Cerveja Caseira

Numa cidade onde muita cerveja se bebe, faz sentido pensar a qualidade e a origem da escolha que fazemos na hora de acompanhar os momentos de convívio e o pires de tremoços!

Pensandoficina cervejaso nisso, o André Nader, artesão cervejeiro e professor (vinculado à Confraria do Marquês e membro da ACervA Carioca, Regional Teresópolis, no Brasil), encontrou-nos no Jardim da Sereia e propôs fazer uma Oficina Comunitária, dividida em 5 encontros, com o objectivo de partilhar os seus conhecimentos sobre as propriedades e curiosidades desta bebida e habilitar os participantes para serem capazes de produzir a sua própria cerveja.
O primeiro encontro será dedicado ao “porquê” desta Oficina e à apresentação do programa de encontros que compõem a Ciclo de Encontros. Será aberto a todos e a todas os que querem participar e àqueles que ainda não têm a certeza!

PROGRAMA DE ENCONTROS:

  • 27/05 – Encontro 1 (4ª feira_18h-20h)
    Apresentação da Oficina – Porquê fazer cerveja em casa?
  • 31/05 – Encontro 2 (domingo_14h-20h)
    Produção do Mosto Cervejeiro – O dia da brassagem e o início da fermentação
  • 10/06 – Encontro 3 (4ª feira_18-20h)
    Maturação da cerveja pronta – Estabilizar os sabores e aromas
  • 17/06 – Encontro 4 (4ª feira_18-20h)
    Engarrafamento e finalização do produto – Refermentar e baptizar a cerveja
  • 08/07 – Encontro 5 (4ª feira_18-20h)
    Degustação coletiva e análise sensorial – Refletir sobre a cerveja produzida

QUANDO: de 27 de Maio a 08 de Julho

ONDE: Jardim da Sereia. Num dos cantos de cota mais alta: aquele que faz esquina com a Penitenciária; onde era o antigo Exploratório; junto da Casa Municipal da Cultura, do Círculo de Artes Plásticas e da Casa dos Jardineiros da CMC.

TEMPO DE APRENDIZAGEM: 14 horas

PREÇO: 40 cervejas (pago até ao 1º dia; caso queira participar mas não tenha disponibilidade imediata para pagar a totalidade da inscrição, fale connosco para encontrarmos a melhor forma de garantir a sua participação!)
Número mínimo/máximo de participantes: 11/20

CONTACTOS:
– INSCRIÇÕES: coimbraemtransicao.geral@gmail.com
– MAIS INFORMAÇÕES SOBRE A OFICINA: 938814079 (André Nader)
– Acompanhe aqui o evento no facebook

O mercado vai à Matinée

A Casa das Artes Bissaya Barreto (Avenida Sá da Bandeira, nº83) é um lugar de encontro para muitas pessoas da cidade, seja pela música, dança, para jogar, partilhar espaços de trabalho ou para ter uma boa conversa no jardim. Há mais de um ano que a 6ª feira é o dia da matinée, um momento de encontro já habitual, onde há música, comida e uma boa mistura de gente, incluindo famílias.

A Coimbra em Transição, foi entrando na casa, colaborando com o Improve Coimbra na criação do projecto da Rede Alimentar de Coimbra, com o objectivo de promover o acesso a alimentos frescos, de agricultura sustentável e de cá da região.

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Assim, depois de algumas conversas trocadas nos corredores da Casa, a Coimbra em Transição  juntou-se ao Condomínio Criativo da Casa das Artes e convidou alguns produtores de alimentos frescos, regionais e biológicos para virem à Matinée de amanhã vender os seus produtos.

Depois do trabalho, antes do jantar, passe na Casa das Artes a partir das 18h e leve uns frescos para o fim-de-semana! (Ou para preparar o seu petisco para o almoço partilhado de Sábado, na Rua Direita!)

Por sara Rocha.

 

Celebração da Liberdade

No próximo dia 25 de Abril (para comemorar a liberdade) vamos juntar-nos pelas 10:30 no Jardim da Rua Direita para a criação de um livro sobre a experiência da construção deste espaço. Queremos que seja uma criação colectiva e, portanto, convidamos tod@s a participar! O objectivo é recolher histórias, poemas, desenhos, fotografias (e aquilo que a criatividade suscitar) para compor o livro. Vamos dar largas à imaginação para que daqui resulte uma publicação que evoque a vivência de cada um na Rua Direita e que espelhe o seu contributo para uma cidadania mais activa, envolvida e empenhada. Este evento está integrado nas Comemorações do 25 de Abril em Coimbra, coordenadas pelo Ateneu de Coimbra, em colaboração com outras associações e instituições da cidade.

ruadireitaSandra Carvalho

mel, mel… e muitas abelhas!

O passado dia 15 de Fevereiro marcou o início de mais um Curso de Apicultura organizado pela Coimbra em Transição,  em Painça, Granja do Ulmeiro.

O grupo de participantes reúne pessoas muito diferentes, desde casais, pai e filho, amigos e outros curiosos a soldo, alguns já com conhecimentos e  experiência prática, querendo agora aprofundá-los, outros sem qualquer tipo de contacto prévio com estes seres incomparáveis que são as abelhas. Entre tanta diversidade, parecia ser comum o objectivo da sua presença: pessoas curiosas e entusiasmadas com vontade em aprender, conhecer  e familiarizar-se com este insecto que tem tanto para nos ensinar e oferecer.

“Eu estou aqui porque quero que o meu filho se orgulhe de mim no futuro, por eu ter feito algo de útil pela ecologia, pelo mundo”. Esta era uma entre muitas das motivações que ali levaram cerca de 16 pessoas.

Tivemos o Harald Hafner via skype, pois inesperadamente, por motivos de saúde, não pode estar fisicamente presente. Felizmente, a resiliência é também uma lição que se aprende com as abelhas e o João Leal, ex-aluno de edição anterior do curso, pode compensar este imprevisto introduzindo os primeiros conhecimentos sobre a cultura da apicultura ao longo da história, o funcionamento da colmeia e algumas noções de biologia sobre as abelhas.

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Apesar da chuva, o tempo ainda permitiu um passeio para reconhecimento de alguma flora benéfica às abelhas e uma visita ao apiário onde foram mostrados alguns modelos de colmeias: foi aberto um Cortiço onde havia entrado a traça, uma Top Bar feita no curso anterior e agora inabitada e uma Peronne também inabitada. O João explicou porque é que esta última experiência não resultou, e fez uma reflexão muito interessante sobre o necessário trabalho de experimentação e também a importância de aprender com os erros e de estarmos atentos. Por fim, mostrou-nos a elegância na orientação e construção dos favos e uma colmeia Langstroth  com as suas abelhas.

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E, como não podia faltar, houve intervalo para um almoço partilhado, que acaba por ser sempre um momento de convívio e troca de ideias!

Texto da Lurdes Mateus com uns apontamentos da Sara Rocha.

 

8 de Março

8 de Março

Foi no passado dia 8 de Março, dia da Mulher, que nos reunimos no Jardim da Sereia para fazer a primeira sementeira no novo espaço da Coimbra em Transição. Foi um momento de celebração que juntou pessoas de várias idades, de perto e de longe, com mais ou menos conhecimentos de horticultura e com muita vontade de aprender. O dia estava magnífico anunciando a chegada da primavera, o que tornou a experiência ainda mais perfeita. Sentir a terra nas mãos, preparar os alvéolos, colocar a semente, regar foram verdadeiros momentos de comunhão que culminaram com o almoço partilhado por todos. Tudo isto aliado à alegria das crianças, tornaram este domingo num dia muito especial.

Sandra