Category Archives: Associação

Pala Pinta

SIMBOLOO logótipo da Associação Coimbra em Transição parte de um desenho existente numa das pinturas rupestres de Pala Pinta, no concelho de Alijó. A pala de Pala Pinta é uma pala granítica horizontal com 12 metros de comprimento. Esta pala tem protegido os desenhos vermelhos neolíticos ou calcolíticos – não se sabe bem – ao longo de todo este tempo. É um pouco redundante, mas não deixa de ser necessário dizer-se que o desenho foi desenhado prudentemente na rocha de granito, numa fractura vertical que se encontra recuada em relação à tal pala extraordinária.

Dizem as pessoas que estudaram ou que já viram estas pinturas que são um testemunho impressionante do rupestre esquemático. Dizem que o ‘conjunto pictórico’ tem ‘motivos diversos e misteriosos’, ‘elementos indecifráveis’: ‘barras paralelas’, ‘fiadas lineares’, ‘sinais raiados’, ‘fiadas de pontos’, ‘pontilhados’, ‘marcas arborescentes’, ‘círculos concêntricos’, ‘traços asteriformes’ e ‘manchas punctiformes’, e ‘esteliformes’, e ‘cadeias de sete anéis’, e ‘faixas periféricas irradiantes’.
 
As interpretações associam os ‘pontos’ existentes nos desenhos ao sol e aos astros; e relacionam os ‘sinais ramiformes’, a uma estilização da figura humana. Numa interpretação mais imediata estes desenhos podem ser também plantas, flores, sementes em voo. Tudo pode ter a ver com tudo.
 
Alguns, em Transição, dizem que se tratam de dentes-de-leão e perguntam se ‘O-teu-pai-é-careca?’ seria uma interrogação daquele período. O Miguel, diz que sim, que aquilo é de certeza a boca de um grande leão a salivar. Coisas que se conversam dentro de um tipo de inocência sabedora, que, como diria Pedro Caba (digo eu de cor), reservam o registo de quem vai cuidando da manutenção da consciência de uma certa sábia ignorância.
 
A ideia é lembrarmo-nos das coisas que não precisamos esquecer; que já existiram, ou que ainda existem, mas que uma razão de progresso ou de crescimento não implica que as percamos, e que até nos incita mesmo a recuperá-las. Porque há perdas que dão em ganho, mas há perdas que dão em perda, onde perdemos perdendo mesmo.
 
Por exemplo, neste nosso logótipo está uma espécie de vontade de lembramento de algo ‘essencialmente-esquecido’; um bocado parecido com o ‘essencialmente-esquecido’ lembrado por Joseph Beuys: que inventou durante toda a sua vida de artista que tinha sido salvo pelos Tártaros – assim relembrados – com mel, e com óleos, e azeites, e tecidos, e folhas das ervas. Beuys substituiu com esta invenção uma verdade que nos teria sido mais inútil: a verdade de que o seu salvamento, depois da queda do avião em que seguia durante a Segunda Guerra Mundial, aconteceu num hospital militar alemão (ponto).
 
Outra coisa. Esta ideia de relacionarmos as pinturas de Pala Pinta com o logótipo, surgiu depois de ter sido partilhada, com alguns membros da Associação, uma fotografia tirada a uma das páginas dos milhares de livros da biblioteca do arquitecto Fernando Távora. De certa forma, este logótipo presta-lhe uma homenagem, ao Fernando Távora. Porque Távora, como Beuys, lembrava-se muito de nos lembrar, com reiteração e intensidade, do tal ‘essencialmente-esquecido’ (Távora fez sempre um esforço no sentido da diminuição dos mal-estares-comuns-fundamentais). A partir de 1945, Távora insistiu na atenção aos lugares, às coisas e aos materiais que já duram, aos saberes anacrónicos, pronunciando-se resolutamente sobre o interesse que existe naquilo que nasce ‘a partir do povo e da terra com a naturalidade duma flor’.
 
Mas este é ainda um desenho provisório, um esquema-à-mão daquilo que poderá vir a ser um logótipo. É ainda um logótipo em Transição. Ah! e só durante o ano passado, já depois de termos adoptado os desenhos de Pala Pinta como nossos, foram, por coincidência, considerados de interesse público.
 

Patrícia Miguel (que agradece a Pedro Grandão Silvestre e a Filipe Correia)

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http://www.patrimoniocultural.pt/pt/patrimonio/patrimonio-imovel/pesquisa-do-patrimonio/classificado-ou-em-vias-de-classificacao/geral/view/70439

1ª Sementeira Partilhada no Novo Jardim da Coimbra em Transição

ACTIVIDADE COM ENTRADA LIVRE

O NOVO JARDIM DA COIMBRA EM TRANSIÇÃO E A IDEIA DE UMA SEMENTEIRA PARTILHADA:

A Coimbra em Transição tem um novo lugar no Jardim da Sereia cedido pela Câmara Municipal. Este proto-jardim será para partilhar com todas as pessoas que queiram fazer parte do projecto.

Está tudo a começar. Num dos últimos fins-de-semana iniciámos uma acção de limpeza e partilhámos um almoço – isto é, partilhámos o almoço de cada um entre todos.

No próximo domingo, dia 8 de Março, queremos partilhar, para além do almoço, a nossa primeira sementeira no espaço.

Então: cada pessoa, ou cada grupo de amigos, traria o suficiente para fazer uma sementeira à sua escala e medida, na medida que entender. Nós ensinaríamos a semear, vocês contribuiriam com as vossas sementeiras para o novo Jardim. Isto é, ajudariam a reabilitar e a cuidar de um espaço público que está sem uso há bastante tempo e que tem recursos extraordinários – tem, por exemplo, uma estufa com muito potencial.

Depois de aprenderem a semear connosco, e depois de partilharem os vossos recursos com o novo Jardim, poderão, da parte da tarde, ou noutro dia combinado connosco, usar a estufa para as vossas próprias sementeiras. A vantagem é podermos semear nos meses ainda frios de Inverno, adiantando assim as transplantações da Primavera, e as colheitas do Verão. Para além disso, podem aproveitar para trocar sementes com os outros participantes.

O QUE PRECISARIAM DE TER NO DIA 8 DE MARÇO ÀS 10:30:

1. Tabuleiros para semear (caixas com orifícios onde se introduzem as sementes e a terra, e onde vai crescer uma pequena planta que depois será transplantada).*

Estes tabuleiros podem ser substituídos por embalagens recicladas (só tem de estar limpas!): embalagens de iogurtes, pacotes de leite, vasos velhos, embalagens de plástico que geralmente servem para empacotar fruta ou legumes – às vezes até já estão perfuradas! Usem a vossa imaginação! *

2. Terra ou composto q.b. (em função das embalagens que levarem). A terra ou composto podem ir recolhê-los num local limpo de químicos, por baixo de uma árvore, por exemplo; ou podem comprá-los, mas comprem Bio, sem substrato químico incorporado. A terra que recolherem não convém que seja muito argilosa, senão vai compactar e as plantas não crescem.

3. 1/5 de areia em relação à quantidade de terra (areia sem sal!). Pode ser a areia usada nas obras, essa não tem sal.

4. Sementes. As que tiverem disponíveis.

5. Luvas, absolutamente opcional.

6. Almoço para partilhar, opcional.

* Atenção: convém que os recipientes para semear tenham no mínimo a dimensão de uma embalagem de iogurte, mas podem ser um pouco maiores; como não vamos usar químicos as plantas não vão crescer até aquele tamanho enorme que estamos habituados a ver nos tabuleiros de orifícios minúsculos dos supermercados!!


MAIS INFORMAÇÕES:

https://www.facebook.com/events/1627525044150917

TLM: 916252602
EMAIL: coimbraemtransicao.geral@gmail.com

 

A ASSOCIAÇÃO COIMBRA EM TRANSIÇÃO:

A Associação Coimbra em Transição, e antes disso o movimento informal que lhe deu origem, teve uma horta partilhada e desenvolveu actividades durante alguns anos no Jardim Botânico da Universidade de Coimbra.

Entretanto, enquanto passavam os meses de procura e de espera pela possibilidade de um novo espaço na cidade, a Coimbra em Transição ajudou a ocupar com vida um dos terrenos resultantes das demolições para o Metro na Rua Direita; usou o Salão Brazil, ou o Ateneu, entre outros espaços, para as suas oficinas; e serviu-se das garagens e dos terrenos dos amigos para continuar experiências e para guardar muitas parafernálias.

O novo lugar da Associação, no Jardim da Sereia (num dos cantos de cota mais alta: aquele que faz esquina com a Penitenciária; onde era o antigo Exploratório; junto da Casa Municipal da Cultura, do Círculo de Artes Plásticas e da Casa dos Jardineiros da CMC), foi cedido através de um protocolo com a Câmara Municipal de Coimbra em parceria com Associação Nacional de Intervenção Precoce; será um espaço para partilhar com as crianças, pais e colaboradores da ANIP.

Patrícia Miguel

Um convite muito especial: venha conhecer a nossa nova casa!

Nos últimos 2 anos temos andado com a casa às costas. Quer dizer, em boa verdade, temos andado a testar a paciência de muitos amigos e amigas que, gentilmente, têm cedido as suas garagens e arrecadações para guardar as nossas ferramentas, vasos e tantos outros materiais e tralhas várias.

5_Mudanca_Horta_do_Botanico_IMG_7974_Transportar_Canteiros_Que_Peso_10x15_150dpiÉ em momentos de transição que podemos verificar a resiliência das nossas estruturas e relações. Quem arranja uma corda? E uma boleia? podes vir já amanhã? Consegues ajudar a carregar isto tudo? Tens ideia para onde podemos ir? Será pedir muito que guardes mais estes na tua arrecadação? E podes tomar conta desta plantinha? E no final, ainda tens paciência para voltar?

5_Mudanca_Horta_do_Botanico_IMG_7982_Mudar_Plantas_10x15_150dpiTudo foi testado ao limite: a coluna vertebral, as articulações, a imaginação, a generosidade alheia e a perseverança em acreditar que entretanto tudo se havia de resolver.

Batemos a muitas portas e foi assim que conhecemos muito boa gente e muitas boas histórias. E ainda não acabou, é apenas o começo.

18_Mudanca_Bot_RD_2014_01_14_IMG_038113_Mudanca_Apiario_2013_11_21_IMG_9285_Ultimos_Passos_no_BotanicoDe um jardim de reconhecida beleza, à ousadia de sonhar um jardim inesperado. Tem sido um deambular entre lugares e histórias, entre culturas e rostos. E há tanto para conhecer por aqui!

E para começar bem o ano,  vamos mudar-nos outra vez. Mas agora por mais tempo. Temos uma casa! Vamos partilhá-la com a ANIP, no espaço do antigo exploratório, mesmo ao lado da casa dos jardineiros da Câmara Municipal e da Casa Municipal da Cultura. Este sábado, a partir das 10h, venha conhecer o nosso poiso! Vamos começar por levantar o pó, arejar as paredes e concertar umas telhas. Precisamos de ajuda para decidir a cor das paredes. E, como não poderia deixar de ser, um delicioso almoço partilhado! Por isso, traga um pano ou uma vassoura e um petisco. Ah, e a dose habitual de generosidade 😉

Um grande obrigada a toda/os aquela/es que nos têm ajudado, seja com a carrinha, a corda, a garagem ou a paciência!

Caso esteja a pensar vir, entre em contacto connosco, através do 96 48 90 209!

Por Sara Rocha – profissional de mudanças.

Convocatória Assembleia Geral

“Car@s associad@s,

Vimos convidar todos os associados para a terceira Assembleia Geral da Coimbra em Transição!
Será no Sábado dia 15 de Fevereiro pelas 10:00, em espaço ainda a definir.
Anexamos convocatória com Ordem de Trabalhos.
Convotatória_3AG_CeT_recortada
A AG terá uma duração máxima prevista de 3 horas.

Um grande abraço a tod@s,

Patrícia Miguel – Presidente da Mesa da Assembleia Geral”

Novidades brevemente

Bom ano a todas/os! 🙂

Depois dum final de 2013 com bastante actividade a nível de eventos, estamos a fazer o balanço do ano, a preparar o plano de actividades para 2014 e contamos ter novidades muito em breve! 🙂

Ainda por cima sendo 2014 o Ano Internacional da Agricultura Familiar!

ano internacional  da agricultura familiar

Imagem retirada daqui

Até lá!

Novidades em breve

E assim germinam sementes em mais uma reunião itinerante!

Reunião Arte à Parte

Os frutos do Verão estão quase, quase, maduros e precisamos de mãos, cabeças e corações para a época da colheita que está prestes a começar!

Fiquem atentos! 😀

Convite MUITO especial!

Caro/a Amigo/a,

É com muito gosto que nós, a iniciativa Coimbra em Transição (CT), vimos agora dirigir-te um convite especial!

Nos últimos meses, a equipa da CT tem estado num processo activo de procura de espaços alternativos em Coimbra para uma Sede, uma nova Horta Urbana Comunitária e um local para armazenar materiais e ferramentas. Paralelamente, temos feito um intenso processo de preparação do próximo passo a dar, a formalização da Coimbra em Transição – Associação Sócio-Cultural e Ambiental. Estamos a redigir colectivamente o regulamento interno, onde procuramos criar espaços de participação horizontais, na distribuição das responsabilidades e da capacidade de tomada de decisões. Ao mesmo tempo, procurando preservar o espírito informal e cuidador que temos cultivado no âmbito da Horta.

Chegou agora o momento de formalizar a Associação e gostaríamos de te convidar a participar activamente na tomada deste passo. Poderás contribuir tornando-te Associado(a), contribuindo com qualquer valor para o custo necessário à formalização da Associação (estamos a dividir esta despesa de formalização por todos – 300 euros – valor que seria uma contribuição para o funcionamento da Associação até ao final de 2013) e/ou de qualquer outra forma, propondo ideias, sugestões de espaços, etc. A contribuição anual de cada Associado(a) poderá ser dada sob a forma de bens, serviços ou dinheiro.

Caso queiras conversar, fazer perguntas e/ou contribuir aparece na 5ªfeira no bar do Instituto Justiça e Paz entre as 18h  e as 19h ou entre as 21h e as 22h. Caso não possas comparecer neste momento podemos combinar outro via e-mail (transicaocoimbra@gmail.com). Podes também participar na nossa próxima actividade: dia 6 de Junho, às 21h30, a visualização do filme Money & Life, no Ateneu de Coimbra (Rua do Cabido, ao lado da Sé Velha).

Podes encontrar mais informação sobre nós aqui.

Novo site

Bem-vindos ao novo site da iniciativa Transição Coimbra, agora Associação Coimbra em Transição! 🙂

Teremos novidades muito em breve, por isso aguardem! 🙂