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I Encontro de Apicultura Natural – Apicultura e Sustentabilidade em discussão! 29 de Outubro, na ESAC, Coimbra

O apelo que nos move…
 É grande o sentido de urgência em reflectir, discutir e agir em prol das abelhas. Porque a produção alimentar constitui uma das principais actividades humanas com maior impacto sobre o planeta, é premente efectivar a preservação da biodiversidade, em particular, dos insectos polinizadores que permitem a manutenção dos ecossistemas e da segurança alimentar humana e não-humana. Uma acção global é necessária, e podemos começar desde já aqui! Nos nossos quintais, nas nossas hortas urbanas de varanda, nos campos de cultivo que abastecem os nossos mercados locais.
 A Apicultura tem um enorme potencial pedagógico, importante na sensibilização das novas gerações e também para demonstrar aos mais graúdos que é possível ser parceiro da natureza e construir uma relação que favorece a fertilidade e a produtividade dos nossos cultivos e, simultaneamente, que ajuda a cuidar da biodiversidade dos lugares em que vivemos. Não é linear a tarefa de transformar práticas e perspectivas que ao longo do tempo se têm mostrado menos sustentáveis, tanto no campo da Apicultura como da Agricultura. Até porque são vastos e complexos os desafios que se colocam à sustentabilidade da vida humana no planeta.
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 Por estes mesmos motivos, estamos convictos, que é fulcral o aprofundamento da reflexão e acção colectiva em torno da Apicultura, quer por quem a pratica, mas também por aqueles que a estudam ou que a acompanham à distância (enquanto curiosos ou apreciadores das iguarias que as abelhas nos oferecem).
 Já lá vão 5 anos desde que em 2011 desafiamos o carismático e entusiástico apicultor Harald Hafner a realizar o primeiro Curso de Apicultura Natural em Portugal, no Jardim Botânico da Universidade de Coimbra. Desde então foram várias as actividades pedagógicas e de formação avançada, com a participação de apicultores e curiosos da região de Coimbra e também de outras localidades do país.
 A vontade em contribuir para o desenvolvimento e divulgação de práticas e abordagens apícolas de cariz naturalista, motivou a criação da Plataforma pelas Abelhas, uma rede de pessoas interessadas em colaborar e trocar saberes e experiências, com o objectivo de desenvolver práticas apícolas com a menor interferência e impacto possível sobre as abelhas e o contexto envolvente das mesmas.
 Hoje são já diversos os projectos (quer da sociedade civil, do sector público e privado, e também científico) que no nosso país desenvolvem um trabalho notável no âmbito da educação e sensibilização, mas também no desenho e experimentação de materiais e abordagens. Mas ainda somos poucos. Urge aproximar os diversos sectores da Apicultura em Portugal, público, privado, associativo e familiar, profissional e amador. Urge conhecer os últimos avanços da ciência, compreender os desafios e dificuldades de quem cuida e vive com as abelhas.
 Este é o nosso convite: que participem no  I Encontro de Apicultura Natural, com o objectivo de discutir em conjunto a sustentabilidade dos diferentes tipos de práticas apícolas e dos seus fundamentos, divulgar práticas apícolas sustentáveis e mobilizar sinergias e colaborações em torno de uma rede de cooperação regional (e nacional?). O nosso cartaz evoca a toalha de mesa, lugar onde tantas vezes nos deliciamos com as iguarias melíferas. Da mesma forma, à mesa, em discussão plenária, propomos a discussão de um Manifesto pela Apicultura, enquanto tomada de posição colectiva sobre os caminhos possíveis e urgentes a seguir pela sustentabilidade do desenvolvimento humano e do planeta. 
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 Com a apresentação de diferentes projectos na área científica, pedagógica, associativa, profissional e amadora, pretende-se dar a conhecer um pouco da diversidade do que se faz neste âmbito da apicultura natural. E também colocar em presença perspectivas que, aparentando ser opostas, podem encontrar pontos de colaboração em torno da promoção da Apicultura em Portugal.
Quando e onde?
 Dia 29 de Outubro,  Sábado, das 09h45 às 17h30, no Auditório H1 da Escola Superior Agrária de Coimbra (ESAC).
Programa Geral (sujeito a alterações)
09h45 | recepção dos participantes
10h00 | Sessão de Abertura
   Sara Rocha – Associação Coimbra em Transição
   João Noronha – Presidente da ESAC – Escola Superior Agrária de Coimbra
   Denis Hickel – Plataforma pelas Abelhas
10h30 | Painel 1: Factos, perspectivas e práticas sustentáveis de Apicultura em Portugal: contributos para uma discussão alargada sobre o potencial da Apicultura Natural (moderação: Teresa Vasconcelos – ESAC)
   10h30 – Harald Hafner (Abelha Azul) – Apicultura Natural – Api-Cultura pelo Futuro
   11h00 – João Casaca (FNAP – Federação Nacional dos Apicultores de Portugal) – A evolução da Apicultura em Modo de Produção Biológico em Portugal e o papel das organizações de produtores
   11h30 – Ana Jervis (Projecto pedagógico de Apicultura da Quinta da Moita)
12h00 | Pausa para almoço
12h00 – 14h00 | Feira Apícola: espaço para exposição de informação científica, de projectos e actividades de apicultura, mostra, venda e/ou troca de produtos e subprodutos do mel, e material e ferramentas de apoio à prática apícola (átrio da Escola Agrária)
14h00 | Painel 2: Factos, perspectivas e práticas sustentáveis de Apicultura em Portugal: contributos para uma discussão alargada sobre o potencial da Apicultura Natural
   14h00 – Miguel Leal (TimberBee)
   14h30 – João Leal – Ser apicultor
   15h00 – Denis Hickel (Quinta do Alecrim e Plataforma pelas Abelhas) – Manifesto pela Apicultura
15h30 | Pausa para lanche e Feira Apícola
16h15 | Mesa Redonda em plenário: Que futuro desejamos para a Apicultura?
17h30 | Sessão de Encerramento
   Lurdes Mateus e Filipe Santos – Associação Coimbra em Transição
17h45 | Plantação de árvores/plantas melíferas na ESAC
Feira Apícola – Mostra de iniciativas, projectos e produtos
 A participação na Feira Apícola terá um custo simbólico de 2,5 zangões, revertendo o valor para a compra de plantas melíferas a plantar na sessão de encerramento do evento. A feira funcionará em registo de venda, troca directa e/ou dádiva de acordo com o pretendido pelos participantes. Contacte-nos por e-mail: coimbraemtransicao.geral@gmail.com
Inscrição no Encontro
 Para se inscrever envie um e-mail com o assunto “[Inscrição – Encontro de apicultura]”para coimbraemtransicao.geral@gmail.com
A inscrição até ao dia 24 de Outubro tem o custo de 10 zangões, e deve ser pago por transferência bancária para o NIB 001000005030612000160. Após a data de 24 de Out., incluindo o pagamento em numerário no próprio dia, o custo será de 15 zangões
Almoço e lanche
 No sábado o refeitório da ESAC está fechado mas o bar estará aberto entre as 8h e as 14h, com serviço de refeições. Se preferir, traga uma merenda para partilhar ao almoço! No lanche da tarde serão providenciadas infusões, água e algumas iguarias com mel.
Como chegar?
   A ESAC situa-se em Bencanta, Coimbra. Veja aqui.
Acompanhe as actualizações e notícias sobre o Encontro na nossa página do evento no Facebook.
Apoios
 A Coimbra em Transição agradece à ESAC o apoio prestado na disponibilização dos espaços!
Esperamos ver-vos em breve!
Saudações apícolas,
A Comissão Organizadora do evento.
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1ª Sementeira Partilhada no Novo Jardim da Coimbra em Transição

ACTIVIDADE COM ENTRADA LIVRE

O NOVO JARDIM DA COIMBRA EM TRANSIÇÃO E A IDEIA DE UMA SEMENTEIRA PARTILHADA:

A Coimbra em Transição tem um novo lugar no Jardim da Sereia cedido pela Câmara Municipal. Este proto-jardim será para partilhar com todas as pessoas que queiram fazer parte do projecto.

Está tudo a começar. Num dos últimos fins-de-semana iniciámos uma acção de limpeza e partilhámos um almoço – isto é, partilhámos o almoço de cada um entre todos.

No próximo domingo, dia 8 de Março, queremos partilhar, para além do almoço, a nossa primeira sementeira no espaço.

Então: cada pessoa, ou cada grupo de amigos, traria o suficiente para fazer uma sementeira à sua escala e medida, na medida que entender. Nós ensinaríamos a semear, vocês contribuiriam com as vossas sementeiras para o novo Jardim. Isto é, ajudariam a reabilitar e a cuidar de um espaço público que está sem uso há bastante tempo e que tem recursos extraordinários – tem, por exemplo, uma estufa com muito potencial.

Depois de aprenderem a semear connosco, e depois de partilharem os vossos recursos com o novo Jardim, poderão, da parte da tarde, ou noutro dia combinado connosco, usar a estufa para as vossas próprias sementeiras. A vantagem é podermos semear nos meses ainda frios de Inverno, adiantando assim as transplantações da Primavera, e as colheitas do Verão. Para além disso, podem aproveitar para trocar sementes com os outros participantes.

O QUE PRECISARIAM DE TER NO DIA 8 DE MARÇO ÀS 10:30:

1. Tabuleiros para semear (caixas com orifícios onde se introduzem as sementes e a terra, e onde vai crescer uma pequena planta que depois será transplantada).*

Estes tabuleiros podem ser substituídos por embalagens recicladas (só tem de estar limpas!): embalagens de iogurtes, pacotes de leite, vasos velhos, embalagens de plástico que geralmente servem para empacotar fruta ou legumes – às vezes até já estão perfuradas! Usem a vossa imaginação! *

2. Terra ou composto q.b. (em função das embalagens que levarem). A terra ou composto podem ir recolhê-los num local limpo de químicos, por baixo de uma árvore, por exemplo; ou podem comprá-los, mas comprem Bio, sem substrato químico incorporado. A terra que recolherem não convém que seja muito argilosa, senão vai compactar e as plantas não crescem.

3. 1/5 de areia em relação à quantidade de terra (areia sem sal!). Pode ser a areia usada nas obras, essa não tem sal.

4. Sementes. As que tiverem disponíveis.

5. Luvas, absolutamente opcional.

6. Almoço para partilhar, opcional.

* Atenção: convém que os recipientes para semear tenham no mínimo a dimensão de uma embalagem de iogurte, mas podem ser um pouco maiores; como não vamos usar químicos as plantas não vão crescer até aquele tamanho enorme que estamos habituados a ver nos tabuleiros de orifícios minúsculos dos supermercados!!


MAIS INFORMAÇÕES:

https://www.facebook.com/events/1627525044150917

TLM: 916252602
EMAIL: coimbraemtransicao.geral@gmail.com

 

A ASSOCIAÇÃO COIMBRA EM TRANSIÇÃO:

A Associação Coimbra em Transição, e antes disso o movimento informal que lhe deu origem, teve uma horta partilhada e desenvolveu actividades durante alguns anos no Jardim Botânico da Universidade de Coimbra.

Entretanto, enquanto passavam os meses de procura e de espera pela possibilidade de um novo espaço na cidade, a Coimbra em Transição ajudou a ocupar com vida um dos terrenos resultantes das demolições para o Metro na Rua Direita; usou o Salão Brazil, ou o Ateneu, entre outros espaços, para as suas oficinas; e serviu-se das garagens e dos terrenos dos amigos para continuar experiências e para guardar muitas parafernálias.

O novo lugar da Associação, no Jardim da Sereia (num dos cantos de cota mais alta: aquele que faz esquina com a Penitenciária; onde era o antigo Exploratório; junto da Casa Municipal da Cultura, do Círculo de Artes Plásticas e da Casa dos Jardineiros da CMC), foi cedido através de um protocolo com a Câmara Municipal de Coimbra em parceria com Associação Nacional de Intervenção Precoce; será um espaço para partilhar com as crianças, pais e colaboradores da ANIP.

Patrícia Miguel

Um convite muito especial: venha conhecer a nossa nova casa!

Nos últimos 2 anos temos andado com a casa às costas. Quer dizer, em boa verdade, temos andado a testar a paciência de muitos amigos e amigas que, gentilmente, têm cedido as suas garagens e arrecadações para guardar as nossas ferramentas, vasos e tantos outros materiais e tralhas várias.

5_Mudanca_Horta_do_Botanico_IMG_7974_Transportar_Canteiros_Que_Peso_10x15_150dpiÉ em momentos de transição que podemos verificar a resiliência das nossas estruturas e relações. Quem arranja uma corda? E uma boleia? podes vir já amanhã? Consegues ajudar a carregar isto tudo? Tens ideia para onde podemos ir? Será pedir muito que guardes mais estes na tua arrecadação? E podes tomar conta desta plantinha? E no final, ainda tens paciência para voltar?

5_Mudanca_Horta_do_Botanico_IMG_7982_Mudar_Plantas_10x15_150dpiTudo foi testado ao limite: a coluna vertebral, as articulações, a imaginação, a generosidade alheia e a perseverança em acreditar que entretanto tudo se havia de resolver.

Batemos a muitas portas e foi assim que conhecemos muito boa gente e muitas boas histórias. E ainda não acabou, é apenas o começo.

18_Mudanca_Bot_RD_2014_01_14_IMG_038113_Mudanca_Apiario_2013_11_21_IMG_9285_Ultimos_Passos_no_BotanicoDe um jardim de reconhecida beleza, à ousadia de sonhar um jardim inesperado. Tem sido um deambular entre lugares e histórias, entre culturas e rostos. E há tanto para conhecer por aqui!

E para começar bem o ano,  vamos mudar-nos outra vez. Mas agora por mais tempo. Temos uma casa! Vamos partilhá-la com a ANIP, no espaço do antigo exploratório, mesmo ao lado da casa dos jardineiros da Câmara Municipal e da Casa Municipal da Cultura. Este sábado, a partir das 10h, venha conhecer o nosso poiso! Vamos começar por levantar o pó, arejar as paredes e concertar umas telhas. Precisamos de ajuda para decidir a cor das paredes. E, como não poderia deixar de ser, um delicioso almoço partilhado! Por isso, traga um pano ou uma vassoura e um petisco. Ah, e a dose habitual de generosidade 😉

Um grande obrigada a toda/os aquela/es que nos têm ajudado, seja com a carrinha, a corda, a garagem ou a paciência!

Caso esteja a pensar vir, entre em contacto connosco, através do 96 48 90 209!

Por Sara Rocha – profissional de mudanças.

Soberania Alimentar: Coimbra em Transição na Convergência de Permacultura no Fundão

No fim-de-semana 24-25 e 26 de Outubro irá decorrer a “Convergência de Permacultura – Portugal em Transição” em Fundão. Um evento em que será possível conhecer “ao vivo” projectos locais e assistir numa variedade rica de oficinas, apresentações e dinâmicas participativas oferecidas por pessoas de todo o país que irão partilhar as suas experiências. Com a presença de várias redes nacionais (permacultores, apicultores, iniciativas de transição, Rede Convergir), será o primeiro evento no país com tanta oportunidade de “polinização cruzada”. Ainda se aceitam inscrições.

A Coimbra em Transição vai participar com uma delegação e facilitar uma sessão de três horas sobre a Soberania Alimentar no Sábado, dia 25 de Outubro a partir das 14h. Aqui uma descrição da sessão e uma lista dos projectos que irão contribuir.

Construir a soberania alimentar e uma cultura de abundância com as coisas práticas do dia-a-dia

Portugal tem condições naturais fantásticas para o cultivo de alimentos, contudo a maioria dos produtos que conseguimos adquirir vêm de fora. Ao mesmo tempo, muitas pessoas com capacidade e vontade de cultivar encontram-se no desemprego e cada vez mais terrenos encontram-se abandonados. O que podemos então mudar nas nossas escolhas e cultura alimentar quotidianas para deixar florescer os nossos recursos locais e reforçar a rede social e económica?

Há muitas razões para apostarmos num sistema alimentar de base local, de funcionamento cíclico e regenerativo, que apresentaremos brevemente no início da sessão. Mas a realidade é que a maioria dos produtores diz “não é possível viver da agricultura sustentável em Portugal”. Grande parte das famílias acredita ser mais confortável e acessível comprar no supermercado e prefere a alimentação “pré-fabricada” para poupar tempo e dinheiro. Lojistas estão convencidos que é uma complicação trabalhar com produtores locais. Mas não são as razões que mudam mentalidades e hábitos… são os aspectos práticos, a existência de alternativas atractivas e viáveis, que nos fazem querer mudar.

Por isso, estamos à procura de praticalidades, dos hábitos favoritos de todas as pessoas envolvidas em teias alimentares locais que tornam o cultivo, a venda/compra e o consumo prazerosos, satisfatórios e acessíveis. Exemplos: Como passar apenas 10 minutos na cozinha durante a manhã, esquecer a comida durante o dia e ter um prato pronto, quente e cheio de aromas à tua espera, ao chegar a casa à noite? Como fazer grandes quantidades de composto de alta qualidade com pouco esforço? Como organizar a produção para alimentar 50 famílias com cabazes locais?

Durante a sessão, vamos partilhar aspectos práticos em grupos temáticos, consoante as propostas que surgirem. Convidamos todos e todas as que tenham vontade em partilhar a sua praticalidade para entrarem em contacto connosco.

Já temos as seguintes confirmações:

  • Manuel Vicente (Cooperativa de prossumidores – Madeira);
  • Patrícia Serôdio (Africa das Joaninhas – Alpiarça/Quinta do Luzio – Janas, Sintra);
  • Hugo Dunkel (Projecto Local- Porto);
  • Nuno Belchior (Projecto 270 – Palmela);
  • David Saraíva (AMAP – Porto);
  • Francisco Dinis (CASAS – Clube de Alimentação Saudável e agricultura Sustentável – Covilhã)

No final da sessão reuniremos novamente para sentir “um cheirinho” das praticalidades partilhadas e usufruir de algumas delas sob a forma de um lanche.

Biografia:

Um conjunto de pessoas associou-se em torno da Coimbra em Transição porque acredita ser possível vivermos mais ligados, numa cultura que inspira o florescimento de cada um/a, de resiliência e celebração. Dos vários âmbitos onde gostaríamos de ver estas mudanças, escolhemos a alimentação como ponto de partida. Cada associado/a pode iniciar uma actividade aberta, para todo/as os que têm como objectivo adquirir habilidades práticas e experimentar formas de conviver, colaborar e organizar que nos aproximam da sociedade em que queremos viver. Tentamos sempre procurar a colaboração com outras entidades na cidade de Coimbra, como por exemplo na iniciativa “Rede Alimentar de Coimbra”, para tornar as opções já existentes mais visíveis e aumentar a oferta e procura de alimentos locais de produção sustentável.

Annelieke van der Sluijs e Sara Rocha são co-fundadoras da Coimbra em Transição. Ambas são activas nos grupos de horticultura e culinária da Associação: trabalham na horta comunitária, organizam e dinamizam oficinas práticas. Annelieke é co-criadora do projecto Cesto Cheio, ferramenta on-line para estabelecer relações de longa duração entre agricultores/hortelãos e “comedores” na sua localidade. Com estas actividades e a sua capacidade de integração, as duas estão também envolvidas na Rede Alimentar de Coimbra.

1º Piquenique Mães em Transição de Coimbra

As Mães de Transição Coimbra ganharam nova vida e, para o mostrar, há novo nome: MÃES EM TRANSIÇÃO DE COIMBRA!

Como há muito para conversar e gostávamos de contar com as vossas ideias e opiniões neste (re)nascer do grupo, convidamo-vos para um piquenique em que, além de celebrarmos o Carnaval duma forma sustentável, iremos apresentar as novas ideias e a Coimbra em Transição.
Assim, contamos convosco no Domingo, dia 02 de Março, entre as 11h e as 16h, no Jardim da Sereia, para celebrarmos juntos a Lua Nova, o Carnaval e a primeira actividade das Mães em Transição de Coimbra!
Em anexo segue o cartaz com o programa.

Apareçam com máscaras (crianças e adultos também! ;-D), se possível feitas por vocês próprios e com materiais reciclados! Como verdadeiros foliões em Transição!

Até lá.

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Feira de Natal Criativo

Será que é possível ir às prendas de Natal e passar um dia divertido sem gastar dinheiro?

Nós, na Coimbra em Transição, achamos que sim! 🙂

Venham participar na Feira de Natal Criativo, no dia 7 de Dezembro na Torre do Arnado (participação livre).

Natal Criativo

Com esta feira pretendemos criar um espaço onde a troca entre as pessoas seja verdadeira, promovendo e reabilitando, de forma simples e espontânea, a confiança nas trocas económicas. Será a primeira feira de um evento trimestral, onde queremos explorar as possibilidades de uma economia local baseada na troca e na dádiva.

Este evento é a nossa estreia em actividades para o desenvolvimento de uma economia local mais resiliente. Convidamos todas as pessoas que estejam interessadas em explorar connosco e celebrar com um lanche partilhado (17h30-18h), independentemente de ter participado na Feira ou não. É só trazer algo de bom para comer e aparecer!

Para mais informações sobre a feira (programa, convidados, como participar, etc.)  e outras iniciativas de troca em Coimbra e arredores, visite o nosso site de Coração a Coração – Trocas e Dádivas em Coimbra.

Contamos convosco!!!

Sessões do Carvão_Comunidade e Consciência Ecológica

Nos próximos dias 20 e 27 de Novembro é dia de ir ao cinema! 🙂

Na Casa das Caldeiras, a Coimbra em Transição participa nas Sessões do Carvão com o Ciclo “Comunidade e Consciência Ecológica”.

FreshUma selecção de 4 filmes, do poder provocativo das imagens sem narrativa dos filmes da trilogia Qatsi, às histórias contadas na primeira pessoa de quem (re)constrói e (re)inventa diariamente um bairro, uma cidade, um país, estes documentários lançam um olhar sobre as contradições, resguardadas em crenças e hábitos, que enformam os paradigmas da cultura mercantil e de consumo.

Um retrato da relação das comunidades humanas com os lugares que habitam, um reflexo da evolução do entendimento económico, social e político sobre a ecologia ao longo dos últimos 30 anos, de onde emerge a naturalidade da ligação profunda entre a oikos (Terra) e os homens e mulheres que a cultivam de desejos.

A suscitação de questões é temperada com um apelo à acção, inspirado pela paixão daqueles e daquelas que negam a impotência e reclamam como natural o prazer de habitar, de compartilhar, de comer, de semear e colher a vida.

Visualização do filme Money & Life

Caro/a Amigo/a,

No próximo dia 5 de Junho, às 22h, a Coimbra em Transição apresenta, no espaço do Ateneu de Coimbra, o filme Money & Life de Katie Teague.

Será a crise económica um desastre ou uma tremenda oportunidade? A crise financeira global não poderá ser um desafio para participarmos na transição para uma economia sustentável, equitativa e restauradora ,que satisfaça as necessidades e realidades do século XXI?

Estas e outras questões provocadoras serão abordadas em Money & Life (Dinheiro & Vida), um filme apaixonante e inspirador, na forma de ensaio-documentário.
Mais informações aqui.

Cartaz-Money&Life_data nova

Após a visualização do filme teremos um pequeno debate sobre o filme e sobre o contexto em que ele surge em Coimbra.

Uma actividade a não perder, organizada em parceria com o Ateneu de Coimbra!

Traz um outro amigo!

Pelas Sementes Livres!!!

“No próximo dia 6 de maio o Parlamento Europeu irá votar uma diretiva intitulada Lei das Sementes. Esta lei promove a obrigação de registar toda e qualquer variedade de planta de cultivo, mesmo as utilizadas em hortas familiares, por agricultores tradicionais ou em mercados locais, acarretando custos e processos administrativos proibitivos para a produção em pequena escala, discriminando severamente as sementes e material de propagação de plantas de polinização aberta, regionais e tradicionais, a favor das sementes industriais e dos operadores corporativos.

Neste momento está em curso a Campanha pelas Sementes Livres em todos os Estados-Membros da União Europeia. Em Portugal a campanha é dinamizada pelo Campo Aberto, GAIA, Movimento Pró-Informação para Cidadania e Ambiente, Plataforma Transgénicos Fora e Quercus, para além de contar já com várias dezenas de subscritores.”

in Drops

“Unindo cidadãos preocupados, agricultores, criadores independentes e organizações e associações sem fins lucrativos por toda a Europa, esta campanha visa inverter o rumo da agricultura na Europa, onde os modos de produção intensivos se sobrepõem cada vez mais à agricultura tradicional e de pequena escala e onde as variedades agrícolas e as próprias sementes, a base da vida, estão a ser retiradas da esfera comum e entregues nas mãos de multinacionais do agro-negócio. A expressão mais recente desta tendência é a legislação a ser proposta pela Comissão Europeia para restringir a livre reprodução e circulação de sementes, fechar variedades de plantas agrícolas anteriormente pertencendo ao bem comum em patentes e ilegalizar as variedades não registadas. A nova ‘Lei das Sementes‘ visa retirar o papel de curador da semente ao agricultor, papel esse que desempenhou, com proveito para toda a humanidade, desde o nascimento da agricultura e da civilização há 10.000 anos!”

in GAIA

A recolha, troca e venda de sementes devem ser permitidas a todos e não apenas a grandes empresas!
Assinem esta petição, subscrevam esta carta aberta ao Presidente da Comissão Europeia e/ou enviem vocês mesmos uma adaptação dessa carta a jose-manuel.barroso@ec.europa.eu., para rejeitar a proposta para Lei das Sementes, em nome da soberania alimentar!

Drops_Sementes e Soberania Alimentar

IMG_1961A Casa da Esquina, em conjunto com o grupo Guerrilha da Agulha, apresenta o projecto Drops: uma forma de sensibilizar o público geral para a partilha de sementes e para a cada vez maior limitação ao acesso a espécies vegetais. Este projecto está a embelezar as árvores da Rua Larga desde dia 22 de Abril e envolverá actividades várias até dia 1 de Maio.Uma dessas actividades será levada a cabo pela Coimbra em Transição:

Sementes e Soberania Alimentar

Dia| 26 de Abril

Horário| das 17h30 às 19h00.

Local| Rua Larga da Universidade, entre as Físicas e as Químicas.

“Para quem já levou um drop para casa e não sabe o que fazer com ele, na próxima sexta ficarão a saber mais sobre sementes e como cuidar delas.

O Grupo Coimbra em Transição abordará os efeitos nocivos para a biodiversidade provocados pelo sistema agrícola baseado em monocultura e uso de pesticidas, herbicidas e fertilizantes.

Nesta conversa serão abordados também assuntos como a perda de espécies tradicionais, consequência da crescente comercialização de sementes por parte de grandes empresas que baseiam a sua actuação no sistema de patentes.

Desta patenteação resulta a privatização do património genético natural através da produção de sementes transgénicas e influenciando a regulamentação das sementes na União Europeia no sentido de os agricultores e pequenos hortelões não possam ter as suas próprias sementes.

Além da conversa serão também dinamizadas atividades sobre diversas utilidades das Sementes, com demonstrações e participação ativa dos interessados. Nesta oficina pretende-se proceder à identificação de sementes e à sua distribuição aos interessados, manufaturando envelopes de sementes a partir de folhas de jornal com indicação da altura ideal para semear. Posteriormente, será abordada a criação de Sementeiras em copos de iogurte, com instruções de manutenção e transplantação. No final será feita também uma demonstração do uso de sementes em culinária (germinados e outros usos) com entrega de receitas.”   [aqui]

Aparece! 😀